Como escolhemos nossas releituras acústicas



Um dos grandes dilemas das bandas covers é a escolha do repertório. Para alguns é moleza: é entrar em campo com o jogo ganho. Centenas de sucessos consagrados à disposição bastando somente colocá-los na ordem pra dinâmica da apresentação. Realmente é bem tranquilo compilar dos nacionais umas duas músicas de Legião Urbana, Engenheiros do Havaí, Paralamas do Sucesso, Titãs, Lulu Santos ou Barão Vermelho. Só aqui já saem umas quinze músicas num estalar de dedos. Pode ser... Mas pra gente, acaba sendo uma tarefa inglória, porque quando decidimos nos diferenciar dos outros artistas que atuam nessa seara, tivemos que ir além do esperado pelo senso comum. Fomos compelidos a explorar o inconsciente emocional do nosso público. Tivemos o cuidado de buscar aquela memória mais emocionante e marcante da geração anos 80.

Pra escolher nosso repertório mergulhamos numa pesquisa de músicas marcantes num determinado período dos anos 80. Pesquisamos as chamadas bandas de um único sucesso, hits de novelas, estouros que se perderam ao longo do tempo. Como se não bastasse, tivemos que pensar na nova roupagem desses sucessos. O que parecia simples, acaba se tornando um desafio musical gratificante. Por incrível que pareça, ainda não conseguimos escolher um sucesso da Legião Urbana pra tentar transformá-lo. Ando pesquisando muito o que se faz por aí e sinceramente não curti as versões que andei ouvindo no YouTube...

Na seara nacional ando ouvindo com bastante carinho: Marcelo (lembram dele?), Dr. Silvana (o mestre do pop-rock suburbano), Herva Doce, João Penca, Rádio Táxi, Sempre Livre, Metrô...

Tenho certeza que algo de muito bom lá nas profundezas das suas memórias ressurgiu quando leu esses nomes acima! Gostaram? Não gostaram? Se você quisesse ser diferenciado e surpreender ao tocar num show, o que você escolheria pra tocar? Entrar previsível com o jogo ganho ou surpreender com aquele som sensacional das profundezas da memória do seu público?







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