Sobre aqueles anos...



Eu não sei se vocês estão passando pelo que eu passo em relação a música, mas por incrível que pareça, as letras de música que decorei e ainda me lembro são todas da década de 80, quando tinha dez anos de idade em 1985. Não sei se foi a fase da vida ou o poder da música daquela época, mas o fato é que ainda me lembro daquelas letras cravadas nos encartes dos LPs de vinil que tinha em casa.

A verdade é que chegando aos 40, tive a coragem e a maturidade necessárias pra extravasar todo esse bom sentimento sobre a minha infância e adolescência. Acho que não sou só eu, porque estão sendo produzidos novos filmes e séries com a temática daquela época. Semana passada assisti a Bumblebee e fiquei encantado com aquela produção oitentista com uma trilha sonora sublime da época. O filme já começa com The Smiths em alto volume! E o que falar de Stranger Things?! Dispensa comentários.

A verdade é que quando queremos retomar um tempo mais lúdico e menos frenético voltamos aos anos 80. É inevitável essa desaceleração da vida. Tocar esse repertório é alimentar e curar e alma de uma maneira inevitável. Tem gente que retrata bandas oitentistas covers de modo brega e caricato. Também já tive essa impressão ao assistir e ouvir artistas covers. Por isso que quando decidi mergulhar nessa empreitada fiquei com isso sempre em mente: -"André, não caia na vala comum pra não ser taxado de brega."

Dá trabalho ficar pensando numa música por dias ou semanas buscando um formato diferente. Os puristas estão aí e não perdoam. Mas esse desafio é estimulante e revigorante pra mim como músico. Ao mesmo tempo em que volto àqueles anos mágicos, tento trazer aquela magia pro mundo de hoje. A responsabilidade é grande e o público exigente, mas graças aos ouvintes do Lacoustica, temos tido uma resposta bastante positiva nesse sentido.

Enfim, sem mais delongas, estreamos esse blog com um Feliz Ano Novo repleto de sucesso e realizações para todos os fãs da banda. Que em 2019, nosso país melhore e aquela eterna esperança do "Brasil é o país do futuro" se renove toda vez que ouvirmos Renato Russo cantando 1965 (Duas Tribos).



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